Kelly Simões, CEO da Global5, é capa da Revista Seguro Total: “decidir rápido, com segurança”

A CEO da Global5, Kelly Simões, é a personagem de capa da edição 262 da Revista Seguro Total, uma das publicações de referência do mercado de seguros no Brasil. Na entrevista exclusiva, apresentada pela revista como a história da executiva que transformou a segurança em inteligência, ela fala sobre liderança feminina, sobre a tecnologia própria que sustenta a operação da Global5, sobre o Novo Estatuto da Segurança Privada e sobre as transformações que vê pela frente no gerenciamento de riscos do transporte brasileiro.

A mesma edição destaca ainda que a Global5 foi uma das empresas premiadas com o Troféu Gaivota de Ouro, na categoria Inovação.

A seguir, reunimos os principais pontos da conversa.

De 1998 à capa da Revista Seguro Total

Kelly Simões entrou no setor de segurança privada em 1998. Como ela mesma define na entrevista, não foi uma escolha calculada, mas uma circunstância do momento. Antes disso, aprendeu gestão dentro de uma estrutura de negócios familiar, passando por cada área antes de liderar qualquer uma delas.

Foi essa bagagem de organização, processo e capacidade de decisão que ela levou para a segurança privada, um setor em que, segundo ela, “os erros aparecem rápidos e isso custa caro”. Ao longo dos anos, aprendeu que liderar não é estar em tudo, mas garantir que tudo funcione mesmo quando ela não está presente.

Sobre a trajetória em um mercado predominantemente masculino, Kelly resume: “Mas quando você entrega resultado, essa atenção vira respeito”. E completa, olhando para o caminho percorrido: “Hoje eu não sinto mais essa necessidade. Não porque parei de ser observada, mas porque aprendi a confiar no que construí e em quem eu me tornei ao longo do caminho”.

A Global5 foi fundada em 2009 com o DNA da segurança privada, e essa origem, segundo a CEO, segue presente na cultura da empresa e na forma como ela faz gerenciamento de riscos.

Tecnologia própria: velocidade sem abrir mão de critério

Um dos pontos centrais da entrevista é a aposta da Global5 em tecnologia própria. A empresa desenvolveu uma plataforma que centraliza todo o fluxo de cadastro e análise, combinando OCR, biometria facial, integrações com diferentes fontes de informação e regras automatizadas. O sistema valida dados, identifica divergências e direciona para a equipe aquilo que realmente exige uma avaliação mais aprofundada.

Ter a tecnologia desenvolvida dentro de casa, explica Kelly, dá autonomia para evoluir processos, criar novas regras, integrar fontes e adaptar a solução às particularidades de cada operação, sem depender de uma plataforma de terceiros.

Mas a análise cadastral não é vista apenas como uma ferramenta para aprovar ou reprovar um cadastro. Ela faz parte de uma estratégia maior de prevenção. Nas palavras da CEO, o que a Global5 entrega ao transportador, à seguradora e ao corretor é “velocidade sem abrir mão de critério. Porque, em gerenciamento de risco, não basta decidir rápido. É preciso decidir rápido e com segurança”.

Revista Seguro Total

Tecnologia que apoia, gente que decide

Em um momento em que automação e inteligência artificial ganham espaço em todos os setores, a Global5 se destaca pelo equilíbrio. Para Kelly, a “tecnologia nunca deve substituir o julgamento humano nos momentos que realmente importam”. O papel dela é outro: “preparar o terreno para que esse julgamento seja mais rápido e mais preciso”.

Na prática, a biometria facial e o OCR tornam a validação de motoristas e veículos mais ágil justamente para liberar a equipe para o que exige olhar humano: uma ocorrência em rota, uma decisão de risco em tempo real, um chamado de emergência. Por isso, a empresa mantém atendimento humanizado e equipes de pronta resposta. A Torre de Controle entrega o dado e o alerta na velocidade certa, mas quem decide o próximo passo é uma equipe treinada.

“Automação sem esse suporte próximo vira eficiência vazia; nosso diferencial é usar a tecnologia para ampliar a capacidade humana, não para substituí-la”, afirma.

Processos que funcionam mesmo sem a diretoria por perto

Outro tema da entrevista é a forma como a Global5 prepara seu time para tomar decisões com autonomia. “Rodar com excelência mesmo sem a diretoria por perto não é sorte, é desenho de processos”, diz Kelly.

Trilhas de treinamento, manuais de decisão por nível de risco e simulações de emergência fazem parte da rotina da empresa. A premissa é que a qualidade não pode depender de quem está de plantão. Por isso, os processos são documentados, replicáveis e acompanhados por indicadores de sinistralidade e tempo de resposta, que mostram se a autonomia está gerando as decisões corretas.

A reportagem também apresenta parte do time por trás desse modelo, como Filipe Eduardo Dell’aira, Gerente Operacional, com 12 anos de trajetória na Global5, e Alfredo Peracetta Junior, Gestor de Contratos, que integra a empresa há uma década.

O Novo Estatuto da Segurança Privada

Com as atualizações regulatórias e o Novo Estatuto da Segurança Privada, o gerenciamento de riscos passa a se conectar diretamente com o segmento de segurança privada. Para a Global5, essa conexão acontece de forma natural, justamente pela origem da empresa.

Kelly vê o novo cenário como um movimento importante para o setor. Segundo ela, a aproximação reforça algo em que a empresa sempre acreditou: prevenção, tecnologia, inteligência e capacidade de resposta precisam atuar de forma integrada. “É também uma forma de reconhecer a relevância de uma atividade fundamental para a logística brasileira e que, até então, carecia de um enquadramento regulatório mais claro”.

A expectativa é que o novo ambiente eleve o nível de exigência do mercado, valorizando empresas com estrutura, processos bem definidos, equipes qualificadas e tecnologia. “No fim, quando o mercado eleva a régua, quem investe continuamente em estrutura, tecnologia, pessoas e processos também ganha espaço para crescer.”

Torre de Controle: do dado à inteligência operacional

Para a CEO, prevenir perdas continua sendo o objetivo essencial do gerenciamento de riscos. Mas monitorar uma operação vai muito além de acompanhar a localização do veículo e os eventos ao longo da viagem.

A Torre de Controle da Global5 centraliza as informações das viagens e utiliza integrações, regras de monitoramento, alertas e indicadores para acompanhar a operação de forma inteligente. Isso amplia a visibilidade, permite identificar situações de risco com mais agilidade e aumenta a capacidade de resposta.

E existe um ganho além da prevenção. Ao olhar a operação com lupa, o gerenciamento de riscos também revela oportunidades ligadas à produtividade logística, aos tempos de operação, ao uso de recursos e ao cumprimento de rotas. “Quando o dado deixa de servir apenas para mostrar o que aconteceu e passa a ajudar a decidir o que fazer melhor, ele começa a gerar valor de verdade para o negócio”, resume Kelly.

Mais perto do corretor de seguros

A entrevista também aborda a relação da Global5 com os corretores especializados em transporte, que Kelly define como profissionais com papel estratégico no mercado, por conhecerem a fundo as necessidades do segurado e as particularidades de cada operação.

Fortalecer essa relação é uma das prioridades da empresa. A ideia é que o corretor conheça de perto a estrutura, a tecnologia e a capacidade de entrega da Global5, e encontre na gerenciadora uma fonte de conhecimento e suporte para construir soluções mais assertivas para seus clientes, com mais iniciativas de relacionamento, capacitação e troca de experiências.

“Acreditamos que uma relação mais próxima entre corretor e gerenciadora de riscos potencializa os resultados das operações”, afirma a CEO.

O que vem pela frente

Olhando para os próximos anos, Kelly aponta três frentes de transformação no gerenciamento de risco:

Reforma Tributária, que vai exigir que transportadoras e gerenciadoras adaptem sistemas e processos de compliance, tema que a Global5 já está endereçando em seu software.

Sustentabilidade, com a gestão inteligente de frotas para reduzir consumo de combustível e emissões deixando de ser diferencial e se tornando exigência de embarcadores e seguradoras.

Visibilidade de ponta a ponta, já que o mercado não aceita mais falta de transparência entre a origem e o destino da carga.

Para se antecipar a essas mudanças, a Global5 aposta no software próprio como principal ativo, o que permite adaptar rapidamente a Torre de Controle e os indicadores conforme as exigências do mercado evoluem.

Troféu Gaivota de Ouro na categoria Inovação

A edição 262 também registra o reconhecimento da Global5 com o Troféu Gaivota de Ouro, na categoria Inovação. Segundo a revista, o prêmio destaca a forma como a gerenciadora transformou dados, monitoramento em tempo real e soluções proprietárias em ferramentas concretas de prevenção e redução de perdas, com destaque para a evolução da Torre de Controle, a pesquisa cadastral com biometria e OCR e o desenvolvimento de plataformas e aplicativos próprios.

Para Kelly, o troféu tem um significado especial. “É um prêmio que carrega décadas de tradição e credibilidade no mercado, avaliado com critério técnico e isenção”, afirma. Ela vê a conquista como a validação de um caminho: investir continuamente em tecnologia, processo e atendimento próximo ao cliente.

“Seguimos com o mesmo compromisso: crescer com consistência e merecer, todos os dias, a confiança de quem está do nosso lado.”

Global5 recebe Troféu Inovação na 26ª edição do Troféu Gaivota de Ouro

Leia a entrevista completa

A entrevista na íntegra e todos os conteúdos da edição 262 estão disponíveis no site da Revista Seguro Total.

Acesse a publicação original na Revista Seguro Total

Crédito: entrevista e informações publicadas pela Revista Seguro Total, edição 262. Imagem de capa reproduzida da publicação.

Quer conhecer de perto a estrutura de gerenciamento de riscos da Global5? Converse com um especialista pelo (41) 98748-3673 ou acesse www.global5.com.br.

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